Aplausos e apupos

Vencedores

Paulo Colaço estava confiante que à décima seria de vez. E foi. Com um trabalho de formiga junto dos delegados, o novo presidente do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) teve pela primeira vez a recompensa da coerência. Colaço tinha apoiado Rui Rio nas últimas diretas, mas quando, como membro do CJN, discordou juridicamente da interpretação do líder na tentativa de impeachment ao líder, foi colocado de lado. Paulo Mota Pinto ignorou-o e, perante a falta de apoio de Nunes Liberato, demitiu-se. Desde então afastou-se de Rio e, já durante o Congresso, foi destratado e atirado para as calendas pelo presidente da Mesa, falando só às duas da manhã. Foi vítima de bullying político no sábado à noite, para ser o mais ovacionado (e com aclamação) no domingo à hora de almoço. 

Artigo completo do Observador

Artigo de Opinião – Ninguém perdeu

Queriam a minha reação à “derrota” de Rui Rio e Negrão para o Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Apesar do receio de parecer presunçoso, fui rápido e claro: “eles não perderam, eu é que ganhei!”

Ontem, vários jornalistas pediram-me a leitura política do resultado. Queriam a minha reação à “derrota” de Rui Rio e Fernando Negrão para o Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Apesar do receio de parecer presunçoso, fui rápido e claro a responder: “eles não perderam, eu é que ganhei!”

Com a maior franqueza, não há qualquer leitura política dos resultados para a Jurisdição do PSD: a leitura é emocional.

Depois de dezoito anos a fazer candidaturas e apresentando agora a minha décima lista, ganhar não seria surpresa: era apenas uma forte possibilidade.

A dimensão da vitória (393 votos) é que surpreende. Teríamos de recuar a 2010, primeiro mandato de Passos Coelho, para vermos uma lista ao CJN com tanto voto (452).

A que se deveu a expressividade dos números? A cinco fatores: a postura, a demissão, a campanha, o endosso e a equipa.

A postura de firmeza, rigor e isenção que sempre foi a minha, firmada em quase vinte anos, foi o caldo de cultura deste resultado. E, por ser tão sentido, já poucos duvidavam de que um dia a vitória chegaria.

A demissão, que em janeiro de 2019 apresentei, acabou por catapultar essa postura de firmeza, rigor e isenção para lá da esfera das amizades. Foi o universo social-democrata que ficou também a saber.

A campanha, baseada no meu telefone e no digital, permitiu criar a onda e motivar toda a gente.

O endosso de Luís Montenegro e de Miguel Pinto Luz à minha lista foi determinante. Primeiro o Miguel e depois o Luís, ambos abdicaram de promover candidatura ao CJN, reconhecendo-se nos valores que a minha representava. A isso se juntaram inúmeros apoiantes de Rui Rio que – entre o coração e a devoção – escolheram o coração, votando em mim. Como os números, claramente, o mostram.

Finalmente, a equipa escolhida deu o peso restante para se chegar à maioria absoluta. Gente séria, empenhada, com qualidade e boa “tração eleitoral” (há que dizê-lo). Os membros efetivos da lista somam vinte e um mandatos da Jurisdição do PSD, trazendo a experiência que os tempos exigem. Somam também dezenas de anos de militância, trazendo maturidade e estatuto.

Senti que precisava de escrever estas palavras para ser justo e grato a quem me apoiou (por convicção ou preferência), e para que não haja deselegâncias com Negrão ou Rio.

Por muito presunçoso que possa parecer dizê-lo, não aqui perdedores: há apenas um vencedor. Não se procure leituras políticas onde há sobretudo leitura emocional.

É, de resto, isso o que explica a ovação (única) que o Congresso deu à chamada do meu nome. Foi o sentimento de mérito a falar mais alto. Tão só.

Hoje, acabaram as listas. Do 38º Congresso fica apenas a gratidão. Obrigado.

Artigo publicado no Observador

PSD: Lista de Rui Rio vence Conselho Nacional mas perde Conselho de Jurisdição

A lista encabeçada pelo eurodeputado Paulo Rangel e apoiada por Rui Rio para o Conselho Nacional venceu este domingo as eleições para os órgãos nacionais, com 241 votos. Já a lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão.

A lista apoiada pelo presidente do PSD, Rui Rio, para o Conselho Nacional, encabeçada pelo eurodeputado Paulo Rangel, venceu este domingo as eleições para os órgãos nacionais, com os votos de 241 votos. Já a lista ao Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), encabeçada pelo ex-líder parlamentar Fernando Negrão e apoiada pelo líder do PSD foi derrotada pela lista de Paulo Colaço, ex-membro do CJN.

Ao Conselho Nacional, concorreram dez listas, mais duas do que há dois anos. Além da lista encabeçada por Paulo Rangel, concorreram também listas de apoio aos candidatos derrotados (Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz). A lista encabeçar a lista de apoiantes de Luís Montenegro esteve Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, que conseguiu apenas 190 votos. Já em apoio a Miguel Pinto Luz, foi apresentada uma lista liderada pelo presidente da distrital de Setúbal, Bruno Vitorino.

Já ao Conselho de Jurisdição Nacional concorrem quatro listas: a da direção, encabeçada pelo vice-presidente da Assembleia da República Fernando Negrão, outras duas lideradas por Paulo Colaço e por José Miguel Bettencourt, que integraram este órgão no último mandato, e outra por Ricardo Sousa, do PSD/Paredes.

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o CJN, tendo conseguiu eleger cinco dos nove membros. Já lista da direção conseguiu eleger três membros e José Miguel Bettencourt elegeu-se apenas a si próprio. A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Para a Mesa do Congresso, a lista única encabeçada por Paulo Mota Pinto, teve 539 votos em 866 votantes (62,2% dos votos).

Notícia completa no Jornal Económico

RIOMAIORENSE PAULO COLAÇO ELEITO PRESIDENTE DO CONSELHO DE JURISDIÇÃO NACIONAL DO PSD

A lista C, liderada pelo riomaiorense Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), derrotando a lista da direção encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão.

A eleição de Paulo Colaço aconteceu este domingo, 9 de fevereiro, no decorrer do 38.º Congresso Nacional do PSD que decorreu este fim de semana na cidade minhota de Viana do Castelo.

A lista de Paulo Colaço elegeu cinco dos nove membros e a de Fernando Negrão três, tendo por fim a lista de José Miguel Bettencourt elegido apenas o próprio líder. A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

A lista A, encabeçada por Negrão, obteve 264 votos, a C, de Paulo Colaço, 393 votos, a de José Miguel Bettencourt 124 e a de Ricardo Sousa 55 votos.

Votaram nesta eleição 867 delegados, tendo-se registado 22 brancos e cinco nulos.

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD funciona como uma espécie de “tribunal” interno do partido.

Artigo completo no jornal Comércio e Notícias

Congresso PSD: Paulo Colaço derrota Negrão e vai ser presidente do Conselho de Jurisdição

O congresso do PSD já elegeu os novos órgãos nacionais. A lista proposta por Rui Rio, o presidente social-democrata, para o conselho nacional foi a mais votada com 246 votos. Porém, para o conselho de juridisção, o nome proposto pelo líder perdeu. Ganhou Paulo Colaço, que se demitiu há um ano em rota de colisão com Paulo Mota Pinto.

Os delegados ao 38º congresso do PSD já elegeram os novos órgãos do partido e a lista proposta pelo líder social-democrara, Rui Rio, ao conselho nacional foi a mais votada, com 246 votos. A lista é encabeçada por Paulo Rangel. Na prática, o eurodeputado garantiu 21 lugares para o órgão máximo entre congressos.

Por seu turno, a lista, liderada pelo autarca Paulo Cunha, e conotada com os apoiantes de Luís Montenegro obteve 190 votos, ou seja, 16 mandatos. Já a equipa de Bruno Vitorino, que reúne apoiantes de Miguel Pinto Luz ( derrotado nas diretas por Rio e Montenegro), alcançou 102 votos, tantos quantos a lista de Carlos Eduardo Reis, assumido apoiante de Rui Rio.

Para o conselho de jurisdição, o ex-líder parlamentar, Fernando Negrão, perdeu para a equipa de Paulo Colaço, que há dez anos concorre ao tribunal do partido. Paulo Colaço é, assim, o novo presidente do conselho nacional de jurisdição, tendo protagonizado há um ano um episódio polémico. No rescaldo do conselho nacional de janeiro de 2019, em que Rio saiu reforçado na liderança, Colaço apresentou a sua demissão em protesto pela forma como Paulo Mota Pinto, (da mesa do conselho nacional) conduziu aquela reunião do conselho nacional. Em causa esteve a forma como Mota Pinto lidou com o conselho de jurisdição nacional.

Agora, Paulo Colaço consegue a maioria dos votos e bate lista liderada por Fernando Negrão.

Artigo completo no jornal i

Paulo Colaço derrota Negrão e vai ser presidente do Conselho de Jurisdição do PSD

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional.

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que irá presidir a este órgão, derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão.

Fontes sociais-democratas disseram à Lusa que a lista de Paulo Colaço – ex-membro da Jurisdição – conseguiu eleger cinco dos nove membros, a da direção três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, elegeu-se apenas a si próprio.

A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Artigo completo na SIC Notícias

PSD: Paulo Colaço derrota Negrão e vai ser presidente do Conselho de Jurisdição

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que irá presidir a este órgão, derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão.

Fontes sociais-democratas disseram à Lusa que a lista de Paulo Colaço – ex-membro da Jurisdição – conseguiu eleger cinco dos nove membros, a da direção três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, elegeu-se apenas a si próprio. A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Artigo completo da TVI24

Paulo Colaço derrota aposta de Rui Rio na presidência do Conselho de Jurisdição do PSD

Fernando Negrão encabeçava a lista de Rio.

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que irá presidir a este órgão, derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão.

Fontes sociais-democratas disseram à Lusa que a lista de Paulo Colaço – ex-membro da Jurisdição – conseguiu eleger cinco dos nove membros, a da direção três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, elegeu-se apenas a si próprio.

A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Nesta eleição votaram 867 delegados, tendo-se registado 22 brancos e cinco nulos.

A lista A, encabeçada por Negrão, obteve 264 votos, a de Paulo Colaço 393 votos, a de José Miguel Bettencourt 124 e a de Ricardo Sousa 55 votos.

Paulo Colaço, que se demitiu no último mandato do CJN em divergências com o dirigente Paulo Mota Pinto, anunciou a sua candidatura novembro.

Hoje, quando foi chamado o seu nome para tomar posse, Colaço recebeu dos mais fortes aplausos da sala, a par do eurodeputado Paulo Rangel para o Conselho Nacional,

Paulo Colaço anunciou em janeiro do ano passado a sua renúncia ao cargo de membro da Jurisdição e uma ação disciplinar a pedir a destituição de Paulo Mota Pinto de presidente da Mesa do Conselho Nacional e do Congresso.

A decisão aconteceu três dias depois de um Conselho Nacional extraordinário do PSD – suscitado pelo pedido de diretas antecipadas por Luís Montenegro – durante o qual todos os membros presentes deste órgão jurisdicional abandonaram a sala da reunião, depois de Paulo Mota Pinto ter recusado seguir um parecer seu, que considerava que os estatutos forçavam uma votação secreta da moção de confiança à direção de Rui Rio.

Nessa reunião, Paulo Mota Pinto decidiu levar o requerimento à votação do Conselho Nacional e os conselheiros acabaram por aprovar, de braço ar e por mais de 70% dos votantes, que a moção de confiança à direção de Rui Rio seria decidida por voto secreto, sendo aprovada com quase 60% de votos favoráveis do Conselho Nacional.

Artigo completo em CM

Lista dos órgãos nacionais eleitos no 38.º Congresso Nacional do PSD

Já á foi divulgada a lista dos órgãos nacionais eleitos no 38.º Congresso Nacional do PSD, que se realizou de sexta-feira a domingo em Viana do Castelo.

CONSELHO DE JURISDIÇÃO NACIONAL:

Presidente: Paulo Colaço

Vogais:

Fernando Negrão

Pedro Roseta

Paula Reis

Francisco José Martins

Pinto Moreira

Cristiana Santos

Luís Tirapicos Nunes

José Miguel Bettencourt

Artigo completo em Notícias ao Minuto

​Direção de Rui Rio eleita com votação mais baixa desde 2007

Lista do líder foi a mais votada para o Conselho Nacional, com nomes associados a Montenegro em segundo lugar.

Já para o Conselho de Jurisdição Nacional, a lista da direção, liderada por Fernando Negrão, foi vencida. Ganhou a de Paulo Colaço, que consegui eleger cinco dos nove membros. A lista da direção elegeu três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, consegui ser eleito.

Artigo completo da Rádio Renascença