Paulo Colaço derrota aposta de Rui Rio na presidência do Conselho de Jurisdição do PSD

Fernando Negrão encabeçava a lista de Rio.

A lista de Paulo Colaço foi a mais votada para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), que irá presidir a este órgão, derrotando a lista da direção, encabeçada pelo ex-líder parlamentar do PSD Fernando Negrão.

Fontes sociais-democratas disseram à Lusa que a lista de Paulo Colaço – ex-membro da Jurisdição – conseguiu eleger cinco dos nove membros, a da direção três e José Miguel Bettencourt, que também pertenceu ao CJN no último mandato, elegeu-se apenas a si próprio.

A lista de Ricardo Sousa não elegeu qualquer membro para a Jurisdição.

Nesta eleição votaram 867 delegados, tendo-se registado 22 brancos e cinco nulos.

A lista A, encabeçada por Negrão, obteve 264 votos, a de Paulo Colaço 393 votos, a de José Miguel Bettencourt 124 e a de Ricardo Sousa 55 votos.

Paulo Colaço, que se demitiu no último mandato do CJN em divergências com o dirigente Paulo Mota Pinto, anunciou a sua candidatura novembro.

Hoje, quando foi chamado o seu nome para tomar posse, Colaço recebeu dos mais fortes aplausos da sala, a par do eurodeputado Paulo Rangel para o Conselho Nacional,

Paulo Colaço anunciou em janeiro do ano passado a sua renúncia ao cargo de membro da Jurisdição e uma ação disciplinar a pedir a destituição de Paulo Mota Pinto de presidente da Mesa do Conselho Nacional e do Congresso.

A decisão aconteceu três dias depois de um Conselho Nacional extraordinário do PSD – suscitado pelo pedido de diretas antecipadas por Luís Montenegro – durante o qual todos os membros presentes deste órgão jurisdicional abandonaram a sala da reunião, depois de Paulo Mota Pinto ter recusado seguir um parecer seu, que considerava que os estatutos forçavam uma votação secreta da moção de confiança à direção de Rui Rio.

Nessa reunião, Paulo Mota Pinto decidiu levar o requerimento à votação do Conselho Nacional e os conselheiros acabaram por aprovar, de braço ar e por mais de 70% dos votantes, que a moção de confiança à direção de Rui Rio seria decidida por voto secreto, sendo aprovada com quase 60% de votos favoráveis do Conselho Nacional.

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